Minimalismo como estilo de vida

Este conceito aborda o uso de elementos mais simples para criar formas de arte e design, que causem grande impacto. Mas, podemos ir além da expressão original e usar como “licença poética” e aplicá-lo como estilo de vida.

Imagine se o conceito de “minimalismo” pudesse ser aplicado na maneira de gerenciar e viver a sua vida.

O incentivo ao consumo tem aumentado exponencialmente e somos expostos a inúmeras “tentações”, que oferecem produtos e serviços “indispensáveis”. Dá a sensação de que é impossível viver sem o mais novo smartphone, tablet, par de sapatos, carro, perfume, roupa, sofá e uma infinidade de objetos, que rapidamente se transformam em acúmulo. Há toneladas de coisas que você não precisa ou nem usa, mas a publicidade, marketing, moda, tecnologia e a vontade de estar atualizado são muito sedutores e quase te forçam a comprar o “imperdível”, para somar à sua vida. A ilusão de “possuir” sobrepõe a realização do apenas “ser”.

E muitas pessoas vão mais longe e nem percebem o tempo perdido, distrações e problemas que esse excesso de “coisas” e informações traz para as suas vidas. A necessidade de “comprar e possuir” tem sido extremamente presente para muitos. O desejo de preencher o vazio ou negar problemas mais graves levou a população da maioria dos países capitalistas a confundir felicidade e satisfação com o conceito de “ter” para alcançar a felicidade.

Os estímulos para consumir são tão poderosos, que muitas ferramentas de marketing e, mais recentemente, campanhas digitais são criados para atrair mais e mais compradores. Não é à toa que campanhas como “Black Friday” e “Cyber Monday”, oferecendo super descontos, têm adesão maciça e imediata. É possível somar “novas” aquisições, incluindo os aplicativos para nossos gadgets (tablets, celulares, etc). Então, a nossa sociedade é feita de Acumuladores materiais e digitais!

Observando esta realidade inegável, é possível ver o paralelo com o minimalismo e a busca da simplicidade por uma vida mais “leve”. Ao comparar os dois comportamentos opostos e tentar encontrar pessoas “minimalistas” é possível entender a visível diferença na forma em que vivem, a começar pela decoração mais simples e agradável de suas casas. Essas pessoas escolheram ter poucos objetos, não acumular nada, o que torna suas vidas mais fáceis e organizadas. Pense que sua carteira e saldo bancário agradecerão quando você parar de ser compulsivo.

Então, tente um “dever de casa” e comece a limpar e organizar a sua vida; pratique o desapego, mantendo apenas o que é realmente necessário ou recicle o máximo possível. Você pode doar o que não tenha sido usado por um ano para quem realmente precisa e jogar fora o que é inútil ou está quebrado. Em seguida, organize e limpe também o seu carro, computador, celular, mesa de trabalho/estudo e todos os “brinquedinhos” eletrônicos (a troca de celulares e tablets segue mais a moda do que sua utilidade real). Nós não precisamos de coisas novas o tempo todo.

Ah! E não se esqueça do mais importante e a base de tudo: limpe e organize as suas emoções. Não mantenha sentimentos e memórias inúteis e ruins. Saiba que sua vida pode ser minimalista e você pode encontrar uma maneira mais leve para ser feliz. Menos é mais. Experimente!

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